sábado, 7 de maio de 2011

Que seja efêmero enquanto dure..

Diante dos desafios propostos pela própria vida e em função de uma sociedade egoísta (chamada também de capitalista) é comum que os jovens tenham cada vez mais a pretensão de alcançar independência. Isso é importante? Sim. Não duvido e nem quero negar essa realidade. Porém, o que talvez ainda não tenha ficado claro é o real significado do "agora sou independente", tão sonhado.
Para muitos, sair de casa, deixar de morar com os pais para ter uma vida totalmente diferente é algo fascinante, admirável, deslumbrante. Pode até ser, mas todo esse fascínio requer algo com o qual os jovens raramente gostam de lidar: a responsabilidade, uma consequência importante dessa nova jornada.
Conversando com minha mãe no feriado da páscoa, quando estive (finalmente) em casa, cheguei à conclusão de que quando os pais depositam plena confiança nos filhos a responsabilidade aumenta. O compromisso em ser fiel a essa confiança é mais do que ser recíproco a ela. Quando sabemos que existe alguém que acredita em nós e nas nossas decisões, tudo muda. Sentimo-nos na obrigação de não vacilar, não frustrar, não decepcionar os que um dia temeram mas aceitaram a decisão que tomamos: nossos familiares.
Outra consequência é a saudade. Com essa acho que todas as pessoas, sejam jovens, crianças ou adultos, pobre ou rico, preto ou branco, não gostam de encarar. Estar longe e saber que não é a  qualquer momento que desejado que estaremos perto é algo difícil, mas também nos faz ir além, impulsiona, dá coragem para lutar.
O que resta então é também confiar.
 Confiar em quem confia em nós e confiar em Deus, que escolheu nos amar. Acreditar em quem acredita em nós e em nós mesmos. E crer, que, por mais difícil que seja encarar a distância, a saudade, a responsabilidade, tudo se supera e tudo passa... a vida é uma efemeridade. Todo momento de dificuldade também é efêmero.. e que seja efêmero enquanto dure.

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