Diante dos desafios propostos pela própria vida e em função de uma sociedade egoísta (chamada também de capitalista) é comum que os jovens tenham cada vez mais a pretensão de alcançar independência. Isso é importante? Sim. Não duvido e nem quero negar essa realidade. Porém, o que talvez ainda não tenha ficado claro é o real significado do "agora sou independente", tão sonhado.
Para muitos, sair de casa, deixar de morar com os pais para ter uma vida totalmente diferente é algo fascinante, admirável, deslumbrante. Pode até ser, mas todo esse fascínio requer algo com o qual os jovens raramente gostam de lidar: a responsabilidade, uma consequência importante dessa nova jornada.
Conversando com minha mãe no feriado da páscoa, quando estive (finalmente) em casa, cheguei à conclusão de que quando os pais depositam plena confiança nos filhos a responsabilidade aumenta. O compromisso em ser fiel a essa confiança é mais do que ser recíproco a ela. Quando sabemos que existe alguém que acredita em nós e nas nossas decisões, tudo muda. Sentimo-nos na obrigação de não vacilar, não frustrar, não decepcionar os que um dia temeram mas aceitaram a decisão que tomamos: nossos familiares.
Outra consequência é a saudade. Com essa acho que todas as pessoas, sejam jovens, crianças ou adultos, pobre ou rico, preto ou branco, não gostam de encarar. Estar longe e saber que não é a qualquer momento que desejado que estaremos perto é algo difícil, mas também nos faz ir além, impulsiona, dá coragem para lutar.
O que resta então é também confiar.
Confiar em quem confia em nós e confiar em Deus, que escolheu nos amar. Acreditar em quem acredita em nós e em nós mesmos. E crer, que, por mais difícil que seja encarar a distância, a saudade, a responsabilidade, tudo se supera e tudo passa... a vida é uma efemeridade. Todo momento de dificuldade também é efêmero.. e que seja efêmero enquanto dure.
Daqui faço o cantinho de publicações dos textos, frases, imagens, músicas de autores/cantores que gosto e também de minha autoria.
sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Mãe
Foi você que me embalou, que me alimentou, viu meus primeiros passos.
Quantas noites sem dormir, me olhando a sorrir, você cuidou de mim.
Mãe, total dedicação, carinho e atenção sem igual.
Obrigado, minha mãe, por você existir..
e acrescento: "mesmo estando longe de mim neste momento.."
Autor desconhecido
Quantas noites sem dormir, me olhando a sorrir, você cuidou de mim.
Mãe, total dedicação, carinho e atenção sem igual.
Obrigado, minha mãe, por você existir..
e acrescento: "mesmo estando longe de mim neste momento.."
Autor desconhecido
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A primeira, em Dó maior
Tinha medo do palco.
Tinha treinado a ponto de desafinar o piano e levar comigo as notas no bolso.
Era apenas a primeira apresentação. Aquela ansiedade era quase inexplicável. E meu coração? Disparado!
Cada minuto a passar parecia uma eternidade, e se aproximava a minha vez.
Era chegada a hora. Os aplausos após anunciado o meu nome eram a prova evidente de que eu deveria subir lá e sentar-me ao piano.
Naquele momento, o silêncio. Todos aguardam com expectativa a harmonia perfeita entre mãos e teclas, pés e pedais, que fariam ressoar aquela música em tom de Dó maior.
O silêncio foi quebrado e no embalar ritmado da canção sentia-me entrar naquela freqüência. Cada compasso conduzia o meu pensamento para a melodia. Arrisco dizer que desejaria, até mesmo ao meu pior inimigo, aquele rio de sensações inebriantes que inspiram a alma.
O acorde final e duas notas de sons extremos fechavam aqueles dois ou três minutos de música.
Parecia combinado: para todos que finalizassem não havia aplausos antes que tirassem as mãos do piano. Não foi diferente. Esperei apenas o cessar da vibração das cordas quando ouvi a grande salva de palmas.
Tinha treinado a ponto de desafinar o piano e levar comigo as notas no bolso.
Era apenas a primeira apresentação. Aquela ansiedade era quase inexplicável. E meu coração? Disparado!
Cada minuto a passar parecia uma eternidade, e se aproximava a minha vez.
Era chegada a hora. Os aplausos após anunciado o meu nome eram a prova evidente de que eu deveria subir lá e sentar-me ao piano.
Naquele momento, o silêncio. Todos aguardam com expectativa a harmonia perfeita entre mãos e teclas, pés e pedais, que fariam ressoar aquela música em tom de Dó maior.
O silêncio foi quebrado e no embalar ritmado da canção sentia-me entrar naquela freqüência. Cada compasso conduzia o meu pensamento para a melodia. Arrisco dizer que desejaria, até mesmo ao meu pior inimigo, aquele rio de sensações inebriantes que inspiram a alma.
O acorde final e duas notas de sons extremos fechavam aqueles dois ou três minutos de música.
Parecia combinado: para todos que finalizassem não havia aplausos antes que tirassem as mãos do piano. Não foi diferente. Esperei apenas o cessar da vibração das cordas quando ouvi a grande salva de palmas.
Giovanna A. Mesquita
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